Mercado corporativo brasileiro tem apenas 3% de CEOs mulheres

Estudo foi realizado pela consultoria Bain & Company, em parceria com o LinkedIn

Barreiras devem ser superadas para que a participação feminina seja mais representativa
Foto: Divulgação


No mundo corporativo, as mulheres já comemoram algumas vitórias, porém ainda existem barreiras que devem ser superadas para que a participação feminina seja mais representativa. Um estudo realizado pela consultoria Bain & Company, em parceria com o LinkedIn, aponta que somente 3% dos líderes empresariais das 250 maiores empresas brasileiras são mulheres. Os dados ainda revelam que, para 82% das mulheres e 66% dos homens, alcançar a igualdade de gênero deveria ser uma das cinco principais prioridades para as companhias.

Apesar disso, existem empresas que já investem no caminho da equidade de gênero e inserção de mulheres em cargos de liderança. A Planet Smart City, líder global em cidades inteligentes inclusivas, acredita no potencial da sua CEO, Susanna Marchionni, para aumentar a participação feminina no mundo corporativo.

Com a ousada missão de transformar vidas através de cidades inteligentes e inclusivas, a Planet Smart City chegou ao Brasil no ano de 2015 pelas mãos de Susanna Marchionni, CEO da empresa no país. Desenvolvendo infraestrutura de alto padrão aliada à inovação social e digital, com preços acessíveis, o projeto já caminha a passos largos no Ceará, Rio Grande do Norte e em São Paulo. A representante nacional e cofundadora da Planet atua na contramão de lideranças tradicionais apostando no engajamento e no empoderamento das pessoas para fazer a diferença.

Nascida em Turim, na Itália, Susanna vive sem se limitar às fronteiras. Mesmo tendo morado a vida toda na Europa, decidiu se mudar para o Brasil, aprender a falar português e renovar o mercado imobiliário brasileiro: 'Em 2011, quando estávamos buscando o lugar para realizar o projeto piloto da Planet no mundo, vi uma reportagem da revista britânica The Economist, que afirmava que a região do Complexo Portuário do Pecém era uma das dez melhores do mundo para investir. Imediatamente, fui visitar a área e, em seguida, a Planet encomendou um estudo da Universidade de Milão, que constatou uma região de grande desenvolvimento econômico e com grande déficit habitacional, ou seja, o local ideal para o nosso projeto', lembra a CEO.

Mesmo em um mercado majoritariamente masculino, Susanna afirma nunca ter se intimidado: 'Sempre pratiquei esportes e isso me ensinou que o sacrifício e a disciplina geram resultados que não estão ligados ao gênero. Por isso, onde quer que eu esteja, eu sempre lido de forma firme, independentemente de quem está na minha frente'. O resultado é o grande sucesso da Planet no Brasil, que atua hoje em cinco projetos nacionais e tem grandes metas: 'Com sede em Londres, operando também na Itália, na Índia e nos Estados Unidos, trabalhamos com o objetivo de chegar à marca de dez projetos no Brasil nos próximos dois anos e iniciar atividades em novos países, como a Colômbia. Nas cidades do futuro, as pessoas não irão comprar apenas lotes e casas, mas todos os serviços compartilhados que estão ao seu redor', conta a executiva.