Dezembro Laranja estimula a luta contra o câncer de pele

Segundo o Inca, doença é a mais frequente no país, com estimativa de mais de 180 mil casos em 2016

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A conscientização para a batalha diária contra uma das doenças que mais acometem pessoas no mundo não para. Após o sucesso das ações do Outubro Rosa, que chamou a atenção das mulheres para a prevenção do câncer de mama, e do Novembro Azul, que visou à luta masculina contra o câncer de próstata, chegou a vez do Dezembro Laranja, para alertar contra o câncer de pele. 

Segundo pesquisa feita pelo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este tipo da doença, atualmente, é o que mais acomete a população brasileira. O estudo mostra também que os números tendem a crescer no próximo ano: são estimados cerca de 181.436 novos casos para 2016, sendo 97.586 em mulheres e 83.850 em homens.

 Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil, o prognóstico é bom e a possibilidade de cura é alta se detectado precocemente, como afirma o Dr. Alexandre Fonseca, médio oncologista da Oncomed BH. “Por causa dos seus sintomas bem específicos, como feridas, manchas, pintas e demora na cicatrização, conseguimos identificar os tumores com rapidez. E, a partir disso, realizamos os tratamentos necessários, o que contribui para que o número de cura seja alto”, revela.

Existem dois tipos predominantes de câncer de pele: o melanoma e o não melanoma. O primeiro tem origem nas células produtoras de melanina e atinge menos pessoas, com estimativa de apenas 6.676 casos para 2016. Entretanto, ele tem uma alta possibilidade de metástase. Já o segundo é mais comum entre pessoas com mais de 40 anos, com pele clara, sensível à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias. Assim ele atinge mais pessoas, tendo 174.760 casos previstos para o próximo ano.

Nos dois casos os sintomas são parecidos. Manchas, feridas, com demora na cicatrização, escamação e outras alterações na pele que ajudam a diagnosticar a doença. A cirurgia, com a retirada do tumor, é a mais indicada. Mas outros tipos de tratamento, como radioterapia e quimioterapia, também podem ser necessários, dependendo de situações individuais.