Micropigmentadora cria projeto para devolver identidade mamária

Fernanda entrou para o universo da micropigmentação paramédica depois que sua mãe precisou retirar as duas mamas em virtude do câncer

Foto: Divulgação


Segundo o Instituto Nacional do Câncer, estimasse 44 mil mulheres sobreviverão à doença no ano de 2016 e parte delas precisará ser submetida à retirada do tumor. Em grande parte dos casos existe a reconstrução da mama, mas perde-se a identidade mamária em decorrência da retirada do mamilo.

"Esse procedimento é muito importante para a autoestima da mulher que passou por um período de grande tristeza por ter que tirar o seu seio. É algo capaz até de tirar a gente da depressão. Faz com que nos sintamos confortáveis novamente com nosso parceiro e faz com que a gente consiga novamente se sentir feliz se olhando no espelho", conta Marici Gomes que realizou o procedimento.

A micropigmentação das aréolas só acontece depois do tratamento e só é feito com autorização médica. Com esse recurso é possível trazer a identidade mamária de volta e, finalmente, depois de todo esse processo, trazer o momento da comemoração, do sorriso nos lábios e das lágrimas que caem de felicidade.

O problema? Muitas mulheres que passam pela retirada das mamas, não têm condições financeiras de arcar com o valor do procedimento que custa em média R$800. O objetivo desse financiamento é proporcionar que 10 mulheres possam fazer o procedimento gratuitamente e tenham a oportunidade de se reconhecer novamente. 

“Fui fazer o curso por um único objetivo: fazer a reconstrução das aréolas mamárias da minha mãe que havia feito mastectomia total nas duas mamas em virtude do câncer. O que eu não esperava é que depois dela eu encontraria dezenas de outras mulheres que me inspirariam a seguir fazendo esse trabalho capaz de devolver a tantas mulheres a sua identidade e amor-próprio”, conta Fernanda esperançosa.


LUIZA GOULART

luiza@gaz.com.br