Conheça mitos clássicos sobre menstruação

Às vezes, por timidez, a paciente não tira suas dúvidas com o profissional e a interrogação persiste por muito tempo

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Embora a menstruação seja comum na vida das mulheres, muitas delas ainda carregam dúvidas simples sobre o assunto. Normalmente, são informações passadas de geração para geração, mas que nem sempre têm uma explicação médica. Às vezes, por timidez, a paciente não pergunta para um profissional e a interrogação persiste por muito tempo. Para esclarecer, confira seis mitos clássicos da menstruação que ainda sobrevivem entre as mulheres. Confira:

1-   É impossível engravidar durante a menstruação: Na teoria, realmente não é possível, já que menstruação é a "descamação" do endométrio, camada que é preparada para receber a gestação. Porém, o corpo não é uma máquina que trabalha com exatidão, por isso é sempre bom tomar medidas preventivas para evitar o risco. 

2-    Mulheres com muita convivência menstruam simultaneamente: Não é verdade. Cada pessoa tem o seu corpo, com manifestações totalmente individuais, portanto o período menstrual não tem relação alguma com o de outras mulheres.

3-    As relações sexuais são mais prazerosas durante a menstruação: Mito. O período de maior desejo sexual é justamente o de ovulação que corresponde aproximadamente ao 14° dia do ciclo menstrual. Acreditamos que muitas pacientes têm a sensação de mais prazer justamente por ficarem despreocupadas com o risco de engravidar.   

4-    É errado fazer exercícios físicos durante a menstruação: Exercícios físicos são essenciais para manter a qualidade de vida em qualquer momento. No período menstrual, eles ajudam a controlar a dor das cólicas devido à liberação de hormônios de prazer, como endorfinas.

5-   Mulheres virgens não podem usar absorventes internos: Mais um mito. O hímen tem até 2,5 cm de abertura na puberdade e o absorvente interno até 1,9 cm.

6-   Ter relações sexuais menstruada aumenta risco de contrair DSTs: Não é verdade. A realidade é que, com ou sem menstruação, fazer sexo desprotegida aumenta o risco de contrair qualquer doença sexualmente transmissível.

Por Dr. Gilberto Nagahama: ginecologista do hospital San Paolo, centro hospitalar localizado na Zona Norte de São Paulo.


LUANA RODRIGUES

luana@gaz.com.br