No confinamento, como fica a absorção da vitamina D?

Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS orienta como manter-se saudável, sem se expor

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O período de distanciamento social está fazendo com que a população de um modo geral tenha uma exposição ao sol muito menor do que o habitual. Quando não há excesso, é bom lembrar que o sol é um aliado na produção da vitamina D e a dúvida que fica é como fazer essa compensação sem correr riscos?

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção RS, Taciana Dal Forno Dini, a exposição solar habitual, ficando próximo a janela ou sacada é o mais indicada para este momento.

“Expor-se por alguns minutos ao sol nos braços ou alguma parte do corpo já é o suficiente. Isso tudo pode ser aliado a correta alimentação, pois sabemos que a obtenção da vitamina D se dá, além da exposição ao sol, pela alimentação. Assim podem ser ingeridos alimentos como alguns tipos específicos de peixe (atum, sardinha e salmão), gema de ovo e alguns tipos de queijos específicos”, explica.

A exposição controlada ao sol ajuda a melhorar o humor, devido à liberação de endorfina. Além disso, ajuda no fortalecimento do sistema imunológico. Porém é preciso muita cautela com a propagação de notícias falsas ou exageros que acabam sendo compartilhados na internet. Um deles é que supostamente estaríamos protegidos do coronavírus através da ingestão suplementar de vitamina D.

“A SBD reforça que não existe ainda evidência científica que altos níveis de reposição de vitamina D possam prevenir a infecção do coronavírus. Se a pessoa tiver realmente níveis baixos de vitamina D, é indispensável que essa suplementação seja feita sob recomendação médica. Uma reposição não orientada pode até mesmo intoxicar e ser prejudicial à saúde”, completa Taciana.

Um estudo publicado recentemente no Brasil demonstrou que a aplicação de filtro solar na pele, pelo menos fator 30, não atrapalha a absorção da vitamina D, protegendo contra o envelhecimento precoce e a queimadura solar. Vários estudos científicos têm demonstrado que tanto a exposição crônica ao sol, quanto as queimaduras solares estão associadas ao surgimento de câncer de pele.

A mesma orientação de períodos de verão é válida para este momento de distanciamento social. Ao fazer a exposição solar, ainda que adequando-se ao momento sejam usadas varandas, janelas ou jardins: dar preferência para que seja antes das 10 horas da manhã e após às 16 horas.