Erros comuns podem diminuir a vida útil das escovas de dente

Cuidar na escovação, secar corretamente, guardar de forma certa, saiba o que pode prejudicar

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Trocar a escova de dente a cada três meses é essencial para a boa higiene bucal. Porém, o que muitas pessoas não sabem é que ela pode perder a eficácia antes deste prazo se não receber os devidos cuidados. “Pequenas práticas podem prejudicar a vida útil das escovas de dente e até desencadear problemas orais”, explica a dentista Luciana Bruzadin.

VEJA OS ERROS MAIS COMUNS NO CUIDADO COM AS ESCOVAS

FORÇA EXCESSIVA NA ESCOVAÇÃO
O cuidado começa na escovação. “É comum que as pessoas aplicarem muita força durante a escovação por pensarem que isso vai tornar a limpeza mais eficiente, o que está totalmente errado. Além de desgastar mais rápido o esmalte dos dentes, gerar retração gengival e os deixar mais sensíveis, a prática também deforma as cerdas das escovas, fazendo com que elas percam a sua performance”, explica a dentista. O que vai determinar a limpeza correta dos dentes é a regularidade da escovação e os movimentos, que devem ser leves e contínuos.

NÃO SECAR A ESCOVA CORRETAMENTE
Entre uma escovação e outra, é super importante deixar que a escova seque completamente. Isso deve ser feito em local arejado, portanto, evite recipientes ou armários totalmente fechados e abafados. Fazer isso aumenta as chances de proliferação de germes, fungos e bactérias que, além de causar odor na escova, também provocam doenças. O recomendado é agitar a escova sob água corrente após cada escovação e guardá-la em pé.

GUARDAR TODAS AS ESCOVAS JUNTAS
Outro erro é guardar as escovas de todas as pessoas da casa no mesmo recipiente. Isso facilita a contaminação cruzada das bactérias da boca de outras pessoas. A orientação da especialista é que cada um use uma capinha protetora, recipientes diferentes ou recipientes separadores para garantir que uma escova não encoste na outra.

USAR A MESMA ESCOVA APÓS QUADROS INFECCIOSOS 
Principalmente no cenário atual, é fundamental trocar a escova de dente no começo e no final de um ciclo de doença, seja ele causado pelo vírus influenza, rinovírus ou coronavírus. Esse processo evita maiores chances de reinfecção e de proliferação desses tipos de microorganismos nas escovas.