Primavera exige cuidados com as doenças alérgicas

Pólen disperso no ar pode prejudicar e causar até mesmo crises

Foto: Divulgação


Estação marcada pela floração das árvores em belas cores em Santa Cruz do Sul, a primavera também exige cuidados especiais para quem tem doenças alérgicas das vias aéreas, como rinite e asma. O pólen disperso no ar pode prejudicar e causar até mesmo crises se não for feito o tratamento de manutenção acompanhado por um médico.

Durante os meses de inverno e especialmente na primavera, há um aumento dos casos de doenças alérgicas, conforme o pneumologista Rui Gustavo Dorneles. “Muitos pacientes que têm essas doenças não fazem o tratamento de manutenção recomendado e o contato com diversos alérgenos, como ácaros, pó, pólen, pelos de animais e mofo, desencadeiam essas crises”, explica. Para o médico, é comum que pacientes com asma e rinite alérgica tenham uma exacerbação de seus sintomas durante este período.

“O ideal é que esses pacientes procurem um médico especialista antes do início desse período mais crítico para iniciar algum tratamento de manutenção e saber o que fazer em caso de crise”, diz o especialista. O atendimento médico é indicado quando a pessoa já faz tratamento, conta com um acompanhamento regular, conhece a doença e tem a orientação de instituir tratamento para crise quando necessário. Outro caso é quando o paciente não realiza a manutenção e não tem o acompanhamento, mas o inicia com os sintomas.

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Para evitar os incômodos das alergias de primavera, a maneira mais eficaz de evitar as crises, tanto de rinite alérgica quando de asma, é fazer o tratamento de manutenção da forma correta e evitar exposições que as desencadeiam. “O interessante é que cada paciente é singular, ou seja, alguns terão crises quando entrarem em contato com ácaros, mas não com pólen; para outros, ocorrerá exatamente o contrário. Existem exames capazes de detectar a quais alérgenos os pacientes são sensibilizados”, relata o pneumologista.

Outras ações que podem ajudar são manter os ambientes limpos e arejados e trocar as roupas de cama com frequência. Uma opção são os tecidos hipoalergênicos, que ajudam no controle da proliferação dos ácaros. Evitar o contato com animais, quando as crises podem ser causadas por pelos de cães e gatos, por exemplo, também se inclui entre as medidas preventivas.

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Polinose

Popularmente conhecida como alergia ao pólen, a polinose é uma rinite alérgica estimulada pelo pólen das flores, árvores e plantas herbáceas. Seus sintomas são vermelhidão, inchaço e lacrimejamento dos olhos, além de espirros, coceira, obstrução e escorrimento nasal. A florescência das árvores aumenta o pólen transportado pelo ar, causando maior incômodo em quem já sofre de alergias provocadas por outros agentes, como ácaros, pelos de animais e ar condicionado. Entre as medidas contra os incômodos estão a umidificação ocular com lágrimas artificiais e lavagem nasal para aliviar as vias respiratórias. Evitar locais fechados e excesso de ar condicionado também pode ajudar, assim como utilizar óculos de sol na rua, para proteger os olhos do contato com o pólen.

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